domingo, 22 de fevereiro de 2015

Observações Finais

Após 14 mil km de desertos, cordilheiras, florestas e estepes, e depois de cruzar quatro países e grande diversidade geográfica, ambiental e humana, ficam algumas lições e observações para outros viajantes e viagens, reais ou imaginárias. 


1. Não adie seus sonhos, eles podem nunca ser realizados. 
2. Planeje bem a viagem, mas esteja pronto para improvisar se necessário. 
3. Leve metade das coisas que você planeja levar. 
4. Escolha bem sua moto, seus equipamentos e trajes, pois eles serão exigidos.
5. Longas viagens em ambientes adversos requerem um excelente condicionamento físico e mental. Prepare-se adequadamente. 
6. Viagens solo são mais proveitosas que em grupo, pois se interage mais com a população local e com o ambiente. Um bom planejamento e a precaução aumentam a segurança. 
7. Escalone suas paradas semanais de forma a aproveitar para conhecer a cultura e as atrações locais. 
8. Converse com as pessoas, e procure entender as razões de suas diferenças.
9. Estude previamente uma região, incluindo os aspectos físicos, biológicos e humanos, principalmente sua história e cultura, pois a viagem se torna muito mais interessante e enriquecedora. 
10. Não tenha pressa, aproveite cada momento. Você nunca sabe se voltará àquele lugar. 


Algumas pessoas que encontrei na Longa Estrada e após terminá-la me perguntaram porque eu a fazia. Refletindo agora eu concluo que, além da busca do desconhecido e dos amplos horizontes, acho que essa viagem possa servir como inspiração e encorajamento para meus filhos, meus alunos, familiares e amigos. 


Em várias ocasiões ao longo do caminho, as pessoas me perguntavam onde estava o resto do meu grupo, e se admiravam de me ver só. O que eles não percebiam é que eu não estava sozinho. Era acompanhado por aquele que havia criado todas as maravilhas que cruzei. 





16o. Trecho: De P. Iguazu a Londrina e Brasilia

Nós dois últimos trechos da viagem, já sentindo um gostando de quero mais, saí de P. Iguazu depois de um jantar de bife de chorizo e vinho argentino.
Entre Cascavel e Londrina, peguei muita chuva e grande quantidade de caminhões. Após chegar a Londrina, passei o sábado descansando na casa de tio Helio, e no domingo peguei um avião para SP para acompanhar meu pai, que estava em tratamento no S. Libanês. 
Após o retorno para Londrina, fui de moto até Prata-MG e desta até Brasilia. 
Cheguei exatamente no horario do almoço da nonna, com a família reunida.
Com isso, cheguei ao final da Longa Estrada, descansado e mais amadurecido. Foram 14 mil km de belas paisagens, espaço, tempo e silêncio, elementos indispensáveis para o crescimento e para a vida.
Ao final da jornada o viajante sempre sonha com a próxima viagem, mas aquelas realizadas devem ser objeto de reflexão, pois elas deixam marcas, que nos acompanharão pelo resto de nossas vidas. 






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

15o Trecho: Cafayate a Puerto Iguazu

Após um dia e meio em Cafayate, tomei a famosa Ruta 40 em direção a Tafi del Valle, situada no alto de uma serra, e daí através do Chaco, passando por Posadas e Puerto Iguazu ( fronteira com Foz).
Felizmente peguei um tempo agradável nesse percurso, que geralmente é muito quente.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Cafayate

Situada ao sul de Salta, Cafayate é uma pequena cidade colonial argentina, cercada de montanhas e a 1,7 mil M de altura. Há mais de 100 anos, a cidade é conhecida pelos seus ótimos vinhos brancos ( torrontés) e tintos (malbec, c. Sauvignon). Richard Gere tem uma casa aqui.




Visitei 4 adegas muito bonitas e degustei vários vinhos, almoçando em uma delas (Piattelli).







domingo, 8 de fevereiro de 2015

14o Trecho: Purmamarca-Cafayate

Descendo pelo vale do rio Leon, a paisagem árida foi dando lugar ao verde. Passei pela capital Salta e continuei rumando ao sul, na direção de Cafayate. O ambiente voltou a ficar árido, com belas  formações de arenito vermelho ("colorado").
No meio do caminho, uma surpresa: a ponte do filme "Relatos Selvagens" (foto abaixo).




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Purmamarca e Tilcara (Argentina)

Na descida dos Andes, no norte argentino, está o pitoresco vale de Humauaca, banhado pelo degelo das montanhas.
Purmamarca e Tilcara são duas cidadezinhas desse vale, onde a bela geologia se mistura com a história e a aridez do clima é quebrada pelo verde das plantações irrigadas. Simplesmente lindas.


























13o Trecho: De S P Atacama-Purmamarca

Foram 440 km através dos Andes, via passo de Jama, atingindo 5000 M de altura.
A paisagem alpina da Puna é indescritível 
Cruzei com outros motociclistas brasileiros, Rodolfo e Orlando.





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

San Pedro de Atacama

Situada no coração do deserto do Atacama, está a cidade de S Pedro.
Ponto de partida de Pedro de Valdivia em  sua conquista do Chile em 1540, seu 
cenário é espetacular. Vulcões com cumes nevados, lagos de sal, géiseres a 4500 M de altura, vales lunares, flamingos, e é claro, a tradicional cultura atacamenha. 














As visitas de moto permitem uma visão é uma experiência inigualável.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

12o. Trecho: Vicuna - Antofagasta

Saindo de Vicuna, passei em La Serena, onde troquei o óleo da moto. Em seguida, parti em direção a Copiapó, onde passei a noite. Trata-se de uma cidade mineira, onde o cobre predomina. A cidade é a porta do deserto do Atacama.


Nesse deserto não chove nunca, e rodei mais de 150 km ser ver uma planta sequer. Almocei em Taltal, uma antiga cidade mineira, e daí segui para Antofagasta, a capital da mineração de cobre da região. A estrada costeia mais de 80 km de belas praias desertas.


Antofagasta é um porto importante, e uma cidade moderna, com um bela praia. Passo a noite aí, e sigo para São Pedro de Atacama.